10.ª Corrida Luzia Dias (5 Km) (Parte 1)

 

 

Amigos! Antes da crónica da 10.ª Corrida Luzia Dias, uma novidade de última hora (para vocês, que para mim já tem umas semanas): fui convidado pelo Running & Medals, site cuja qualidade dos conteúdos é reconhecida pelos amantes da corrida por esse país fora, para escrever uns artigos periodicamente, entre os quais rescaldos das provas em que participo. Assim, o que se segue estará também disponível, para um público mais alargado, aqui. As crónicas sobre as corridas serão mais à base do evento em si, a qualidade da organização, o percurso, o ambiente, enfim, considerações mais genéricas sobre o que correu bem e mal.

Depois, num post à parte, teremos a “Parte 2”, a cobrir as minhas expectativas e objectivos pessoais, onde também vou desvendar aquilo que vocês mais gostam e que realmente importa: a mancha que me apareceu na cara ao Km 6 foi de gaivota ou de pombo? A retrete da pastelaria onde me aliviei antes do tiro de partida estava em condições? (e quem a utilizou depois de mim, poderá dizer o mesmo?) Para proteger do suor a entrada USB do relógio dobrei uma meia folha tripla de papel higiénico em duas, ou uma folha simples em quatro?

Para já, segue a primeira parte da crónica sobre uma corrida que, adianto já, me agradou muito, não só pela minha prestação (Parte 2, em breve) mas também pela excelente manhã de convívio. Então lá vai alho!

 

 

Na minha curta carreira de corredor ocasional, têm sido mais as corridas com milhares de participantes do que aquelas com algumas centenas onde tenho participado. Hoje, na Corrida Luzia Dias, o ambiente era de tal modo familiar que nos sentimos no sofá da sala da Luzia, ou no quarto com Francis Obikwelu.

Não é todos os dias que trazemos para casa um dorsal autografado por um grande velocista mundial, medalhado nos Jogos Olímpicos, em Mundiais e Europeus. O padrinho da corrida não parou de tirar fotografias com quem se chegou à frente, sempre de sorriso aberto. O mesmo se pode dizer da madrinha Luzia, disponível para todos, brincalhona e bem disposta, a abrir as portas da sua freguesia e a fazer de todos nós afilhados lumiarenses por uma manhã. Vale a pena salientar que a simpatia dos padrinhos da prova se estendeu a todos os voluntários, desde o bengaleiro à secção dos dorsais, que funcionou sem problemas apesar de terem sidos entregues exclusivamente na manhã da corrida.

Foi engraçado ver a muitas camisolas de clubes de atletismo locais em destaque. A Academia do Lumiar e o GD Chelas tiveram forte representação; os jovens do SC Reboleira e Damaia, com idade para serem meus filhos, dominaram nos 5 Km.

Outra nota de destaque vai para aquilo a que tivemos direito pelos modestíssimos 5€ (primeira fase de inscrições) do valor da inscrição: um saco de pôr às costas com uma camisola técnica toda bonita, aquecimento em grupo, uma medalha de metal que impõe respeito, massagens no fim e prémios para os três primeiros classificados da geral e por escalão para ambas as distâncias (10 Km e 5 Km), o que achei de uma grande generosidade pois, dessa forma, deu-se a muitos “atletas de pelotão” a possibilidade de se sentirem verdadeiros campeões por um dia (pelas minhas contas, mais de 10% dos participantes levaram uma recordação extra). Ou seja, tivemos direito a tudo e mais alguma coisa, como acontece noutros grandes eventos. Só faltava uma peça de fruta na meta para o serviço ser completo.

Quanto à prova em si, o percurso manteve o traçado do ano anterior e não foi nada fácil, com subidas e descidas constantes (à excepção da última recta da volta, na Alameda das Linhas de Torres), o que o torna desafiante. Para além disso, a manhã esteve um pouco ventosa e, quando não havia vento, era o sol, anormalmente forte para a época do ano, que penalizava um pouco. O cenário não é idílico, o apoio do público fora do local de partida/chegada é praticamente inexiste (para quem gosta de ouvir os cavalgares, foi perfeito), mas o caminho estava bem sinalizado, não havia passagens estreitas, e cada corredor pôde fazer a sua prova sem obstáculos a não ser as suas próprias limitações.

Reparei que vários participantes com dorsais para a corrida de 10 Km cortaram a meta no final da primeira volta (o contrário – pessoas dos 5 Km a fazerem 10 Km – também pode ter acontecido). Numa prova mais exigente, seriam desclassificados, mas na casa de Luzia a coisa passou. Não me oponho, até pelo carácter familiar da corrida, desde que os controladores tenham conseguido evitar erros na classificação. Não será um trabalho fácil, dado o fluxo constante de pessoas a cortar a meta.

Finalmente, um aspecto a melhorar é a ausência do “tempo de chip”. Os que partiram mais de trás podem ter perdido preciosos segundos que, possivelmente, lhes dariam direito a prémios por escalão.

Resumindo e concluindo, foi uma manhã muito agradável de corrida. Apesar do preço muito em conta das inscrições e o ambiente de descontração geral, não deixaram de estar reunidos muitos dos ingredientes, em termos de serviços e brindes, de muitas corridas de maior projecção.

Uma experiência a repetir!

 

Percurso e Altimetria

Uma volta (5 Km) ou duas voltas (10 Km)

 

2 Comments

  • Elisabete Costa says:

    A questão dos dorsais de 10 só fazerem 5 e os de 5 fazerem 10, foi porque a organização permitiu e bem a alteração antes da partida, embora os dorsais mantivessem a cor e nr. no computador da organização estavam bem.

    • Baptista says:

      Olá Elisabete, bem-vinda!
      Obrigado pelo esclarecimento. Inteiramente de acordo que tivesse sido possível fazer a mudança. Se fosse da outra forma, também não seria dramático mas abria lugar a confusões na classificação.
      Cumprimentos e boas corridas 🙂

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